Como seleccionar o lubrificante de motor adequado para o seu veículo

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Como Seleccionar o Lubrificante de motor adequado

Em face de todas as opções de lubrificantes para motores disponíveis no mercado, escolher o óleo adequado para o seu veículo pode parecer uma tarefa algo complicada. Embora exista um vasto número de fontes de informação para aprender sobre os vários tipos de lubrificantes para motores, o primeiro passo é, na realidade, bastante simples: consulte o manual do proprietário da sua viatura ou vá a castrol.pt.

O manual do proprietário do seu veículo listará as especificações do lubrificante adequado para o motor, não só em termos do grau de viscosidade – SAE – como do nível de desempenho exigido – ACEA, API e/ou do fabricante do veículo. Mais à frente, explicaremos o que estas especificações significam. Para já, é importante compreender que o óleo para o motor de combustão interna é um produto extremamente sofisticado e que representa uma peça essencial dentro do motor, sem o qual este não pode funcionar e ser devidamente protegido.

A selecção do óleo de motor deve respeitar rigorosamente os requisitos impostos pelo fabricante do veículo e, como referido atrás, é baseada em 2 factores chave: o grau de viscosidade e a especificação de desempenho ou padrão de serviço.

O grau de viscosidade SAE aparece normalmente na frente das embalagens e pode ser representado com 5W-30, 0W-20, 10W-40, etc. Terá que se adequar aos intervalos de temperatura ambiente em que o veículo opera.

A especificação de desempenho ou padrão de serviço – ACEA, API, Fabricantes – tem a ver com a sua adequação a determinados motores e o nível de performance que o lubrificante em causa garante, após a sua formulação ter sido sujeita a protocolos exaustivos de testes de laboratório e em motores, tendo obrigatoriamente cumprir os requisitos mínimos em todos eles, sob pena de não ser aprovado segundo essa especificação.

Estes são apenas os princípios básicos. No, entanto há que aprofundar um pouco mais estes conceitos.

Compreender os Rótulos

Castrol Edge 5W30 M 5L

Para quem não domina o tema, ler as características e especificações presentes no rótulo de uma embalagem de óleo de motor pode ser um pouco intimidante. Fazer corresponder as especificações constantes no rótulo de uma embalagem do lubrificante, com as normas requeridas pelo fabricante do veículo presentes no manual do proprietário é o objectivo fundamental para uma boa escolha. Mas tal nem sempre é fácil e, por isso, importa conhecer as definições e compreender os conceitos base por detrás das especificações dos lubrificantes.

Principais funções dos lubrificantes

O principal objetivo de um lubrificante é o de prolongar a vida útil dos equipamentos, ter uma elevada capacidade de resposta em condições exigentes, como é o caso dos motores de combustão interna, apresentar potencial para optimizar o consumo de combustível e responder eficazmente às necessidades específicas das diferentes tecnologias dos motores. Isto obtém-se por meio das seguintes funções:

Lubrificação
Lubrificar é a principal função dos lubrificantes e consiste em reduzir o atrito e o desgaste entre as superfícies com movimento relativo entre si, separando-as por interposição de uma película lubrificante.

Arrefecimento
A maior parte do calor gerado num motor sai através dos gases de escape e outra parte significativa é dissipada pelo fluido de refrigeração.
Contudo, cerca de 5 a 10% da energia gerada pelo combustível, é transferida para o lubrificante em forma de calor, que deve por isso possuir uma capacidade de refrigeração eficaz.

Vedação
A película de lubrificante existente entre as paredes do cilindro, os segmentos e as ranhuras do êmbolo, deve impedir a passagem dos gases para o cárter durante a fase de combustão/expansão, assim como a entrada do óleo do cárter nos cilindros, na fase de aspiração.

Protecção contra a corrosão e a ferrugem
Os produtos resultantes da queima do combustível podem ser corrosivos principalmente a altas temperaturas. O lubrificante deve possuir uma característica alcalina para neutralizar os contaminantes de natureza ácida e evitar, desta forma, a corrosão e a ferrugem nas superfícies metálicas dos motores.

Limpeza
Os resíduos carbonosos e outros materiais provenientes da combustão incompleta do combustível, acumulam-se no lubrificante. Um bom lubrificante de motor deve manter as superfícies metálicas livres de depósitos.

Contribuição para a protecção do Ambiente / Redução do consumo de combustível
A protecção do meio ambiente e a redução do consumo de combustível constituem actualmente importantes desafios para fabricantes e para os formuladores de lubrificantes. Os lubrificantes actuais estão aptos a contribuir de um modo significativo para a maximização da eficiência energética dos motores de combustão interna e para a redução do consumo de combustível, como medida adicional para a diminuição de emissões nocivas para a atmosfera, através do sistema de escape

Viscosidade

Viscosidade define-se como a resistência que um fluido oferece a fluir, a uma determinada temperatura. De um modo fácil, podemos também definir viscosidade como a medida da resistência de um fluido ao seu escoamento. Quanto maior for a viscosidade maior será a resistência oferecida pelo fluido.

Tal como a generalidade dos fluídos, o óleo de motor torna-se mais espesso (mais viscoso) quando é arrefecido e torna-se mais fino (menos viscoso) quando é aquecido. Importa referir que nem todos os lubrificantes de motor ganham e perdem viscosidade na mesma medida, à medida que são arrefecidos ou aquecidos, respectivamente. A frio é fundamental que o lubrificante flua o mais fácil e rapidamente possível para chegar a todas peças móveis do motor, impedindo que haja contacto metálico e desgaste entre elas, desde o arranque. A quente é essencial assegurar a viscosidade mínima adequada para que não haja desgaste e o motor possa trabalhar com o menor atrito fluido possível. Uma viscosidade inferior à necessária leva a um desgaste mais acentuado do motor, enquanto uma viscosidade superior à adequada prende o motor, roubando potência do mesmo e levando a um aumento do consumo de combustível. A selecção dos níveis de viscosidade do óleo adequado a cada motor é, assim, um exercício de equilíbrio cuidadosamente ponderado por cada fabricante.

A medida da viscosidade dos lubrificantes e da forma como fluem dentro do motor a frio e a quente é devidamente caracterizada através da universalmente utilizada tabela da Society of Automotive Engineers SAE J300. Nesta tabela, existem graus de viscosidade para caracterizar as características de fluidez do óleo a baixas e a altas temperaturas. Os graus de viscosidade para baixas temperaturas são acompanhados pela letra W (inicial de “Winter”, Inverno em Inglês). Os graus constantes da tabela são o SAE 0W, 5W, 10W, 15W, 20W e 25W, com características de mais reduzida fluidez à medida que o número aumenta. Para alta temperatura –100ºC, por definição – existem os graus de viscosidade SAE 8, 12, 16, 20, 30, 40, 50 e 60, que, à medida que este número aumenta, apresenta características de maior viscosidade. A grande maioria dos lubrificantes para motor actualmente disponíveis obedece a um grau de viscosidade SAE (x)W, para baixas temperaturas e a um grau de viscosidade SAE (y) para altas temperaturas. Será o caso de um SAE 0W-30, 5W-40, 5W-30, 15W-40, etc. A um lubrificante deste tipo chama-se um multigraduado porque possui um grau de viscosidade para baixas temperaturas e um grau de viscosidade para altas temperaturas. Se um lubrificante só obedecer a um único grau de viscosidade SAE – independentemente de ser para baixas ou altas temperaturas – designa-se por monograduado.

Pelas razões atrás expostas, é fundamental respeitar-se o grau de viscosidade do lubrificante preconizado pelo fabricante no manual do proprietário.

Normas europeias sobre emissões

Os limites de emissões para os novos motores de veículos ligeiros e pesados são os mais severos impostos pela norma EURO. Estes limites exigem que os fabricantes de motores introduzam alterações significativas a nível de projeto e fabrico.

Com o objetivo de cumprir a legislação em vigor e reduzir o impacto no ambiente e na saúde humana, dos principais gases poluentes emitidos pelo escape para a atmosfera:

– Monóxido de carbono (CO)

– Hidrocarbonetos não queimados (HC)

– Partículas materiais (PM)

– Óxidos de azoto (NOx)

Os construtores equipam os motores com sistemas pós-tratamento de gases de escape, nomeadamente:

– Sistema de recirculação dos gases de escape (EGR).

– Filtro de partículas Diesel (DPF).

– Catalisador de três vias (TWC).

– Catalisador de Redução Seletiva Direta (SCR).

– Catalisador de oxidação diesel (DOC).

Estes sistemas têm implicações diretas na concepção e na formulação dos lubrificantes de motor.

De modo a satisfazer estas novas exigências e proteger os sistemas pós-tratamento de gases de escape, particularmente o filtro de partículas diesel, (DPF), as companhias desenvolveram uma nova gama de lubrificantes, designada por “LOW SAPS”, são lubrificantes formulados com aditivos que possuem baixo teor de cinzas sulfatadas – Sulphated Ash (SA), Fósforo – Phosphorus (P) e Enxofre – Sulphur (S).

Níveis de Qualidade dos Lubrificantes

As exigências de desempenho dos lubrificantes no mercado europeu, que são já elevadas, em comparação com outros mercados, necessitarão de ser satisfeitas com produtos que proporcionem maior proteção contra o desgaste, a temperaturas mais elevadas, com baixo consumo de lubrificante e intervalos de mudança mais alargados.

Os fabricantes de automóveis e os Organismos Internacionais, tanto na Europa como nos Estados Unidos, têm estabelecido uma série de novas especificações para certificar os lubrificantes, tendo em conta, os avanços técnicos dos últimos anos e a legislação cada vez mais rigorosa sobre a proteção do meio ambiente.

Especificações de lubrificantes para motores

O elevado grau de desenvolvimento da indústria automóvel mundial requer normas e padrões internacionais para a avaliação, certificação e homologação dos lubrificantes. Estas normas internacionais avaliam a qualidade da proteção fornecida pelo lubrificante ao equipamento que está a ser lubrificado.

Existem 2 entidades internacionais fundamentais, que administram sistemas que descrevem o nível de qualidade dos lubrificantes para motores de combustão interna:

– API (American Petroleum Institute) / ILSAC

– ACEA (Associação Europeia dos Construtores de Automóveis)

Além destas entidades, os lubrificantes para cumprirem as especificações dos construtores, são ainda submetidos a testes específicos pelos principais fabricantes.

API /ILSAC

O API estabelece padrões de performance para óleos de motor.

Classificação de serviço API para óleos de motor

Os padrões de performance API para lubrificantes de motor são expressos com base em duas letras e de acordo com o seguinte critério:

– Motores a Gasolina, identificados pelo prefixo S, de “Service”;

– Motores Diesel, identificados pelo prefixo C, de “Commercial”.

Dentro de cada grupo, há diferentes níveis de tecnologia, identificados pela adição de uma letra por ordem alfabética, após o S, ou o C. Esta segunda letra identifica o nível de evolução do lubrificante. Abaixo, podemos encontrar as tabelas com as classificações de serviço API para motores a gasolina e motores diesel.

 

O presente artigo foi elaborado pela Gestlub e é propriedade da mesma.

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