Perguntas frequentes

Existem lubrificantes biodegradáveis?

Muito poucos lubrificantes são biodegradáveis. No entanto, esta tecnologia tem vindo a ser melhorada ao longo destes últimos anos. A procura continua do caminho para o desenvolvimento deste tipo de produtos amigos do ambiente, de modo a proporcionar intervalos de mudança mais alargados, a redução das emissões de fumos e o desenvolvimento da biodegradabilidade dos produtos. Produtos que permitam obter benefícios ambientais são claramente uma aposta de futuro.

O que é um lubrificante semi-sintético?

Se não é requerida a completa performance dos benefícios de um lubrificante sintético e, por outro lado, um óleo mineral não é suficiente para uma determinada aplicação, a mistura de um óleo de base mineral e outro de base sintética poderá ser usada para produzir um lubrificante com características intermédias. Estes lubrificantes são chamados semi-sintéticos.

O que é um lubrificante sintético?

Um lubrificante sintético é um produto com elevado grau de pureza e excepcionais características de performance, que resulta de reacções químicas complexas com componentes específicos. Relativamente aos lubrificantes minerais, oferecem inigualáveis características de resistência à oxidação (logo, maior duração em serviço), estabilidade química e térmica, fluidez a baixa temperatura, detergência e dispersância (ou seja, limpeza interna dos motores), bem como uma economia de energia significativa. O grau de protecção que os lubrificantes sintéticos oferecem torna-os a escolha prioritária sempre que o prolongamento da vida dos motores num estado impecável de funcionamento é o objectivo principal.

O que é um lubrificante?

Um lubrificante pode definir-se, de uma forma simples, como uma substância destinada a reduzir o atrito, o calor e o desgaste, quando colocada entre duas superfícies com movimento relativo entre si. Esta designação pode ser aplicada a várias categorias de produtos, como óleos de motor, óleos de engrenagens, óleos hidráulicos, massas lubrificantes, etc.

O que representam as siglas API e ACEA?

API são as iniciais do organismo americano “American Petroleum Institute” e das respectivas especificações para óleos de motor. Este organismo Americano regulamenta critérios de performance dos lubrificantes com base em testes físico-químicos e testes em motores de prova. A sigla API aparece associada normalmente a um ou dois conjuntos de letras, i.e. API SL, API CF ou API SL/CF, que indica estarmos na presença de um óleo para motores a gasolina (S..), motores diesel (C..), ou para ambos (S../C..). A segunda letra de cada um destes conjuntos indica critérios de performance mais severos à medida que se progride no alfabeto. ACEA são as iniciais do organismo europeu ‘Associação dos Construtores Europeus de Automóveis’ e das respectivas especificações para lubrificantes de motor. Este organismo gere um sistema de classificação de desempenho dos lubrificantes para motores homólogo ao do API, mas adaptado aos veículos automóveis fabricados na Europa. No critério ACEA, a letra A refere-se aos óleos para motores a Gasolina, a letra B para os motores Diesel rápidos e a letra E para os Motores Diesel pesados. Mais recentemente (2005) foi introduzida a letra C , que classifica os lubrificantes com baixos teores de enxofre, fósforo e cinzas sulfatadas (Low SAPS) para os novos motores Diesel ligeiros com filtros de partículas.

O que significa a viscosidade de um lubrificante?

A viscosidade define-se como a resistência que um fluido oferece ao escoamento a uma determinada temperatura. Assim, se um fluido for muito viscoso, o escoamento é mais lento; se o fluido for pouco viscoso, o escoamento é mais rápido. Quanto mais baixa for a temperatura, mais viscoso (ou mais espesso) um fluido se torna e, inversamente, quanto mais alta for a temperatura, menos viscoso (ou mais fino) um fluido se torna.

Quais as funções de um óleo de motor?

Os lubrificantes sempre foram utilizados nos motores para proteger as peças móveis - reduzindo a fricção e o desgaste, arrefecendo as peças quentes e limpando interiormente o motor. Os modernos lubrificantes para motores possuem um conjunto de aditivos que aumentam a sua performance, quer pela modificação das características do óleo base, quer pela protecção do óleo em si (aumentando a sua vida útil), quer ainda pela adição de propriedades especiais. Os lubrificantes mantêm separadas as superfícies metálicas que se movem ou deslizam uma sobre a outra. Sem o lubrificante, as peças metálicas tocam umas nas outras causando desgaste e, em casos extremos, a gripagem das mesmas. Assim sendo, o lubrificante de motor tem de: Lubrificar: Reduzir o atrito e prevenir contra o desgaste (contacto metal-metal). Proporcionar uma vedação entre os êmbolos, os segmentos e as paredes dos cilindros. Arrefecer as peças do motor Resistir à degradação térmica e química.

Quais são as vantagens da utilização de um lubrificante sintético?

Os lubrificantes sintéticos são especialmente recomendados para equipamentos de elevada performance que operem sob condições de serviço muito severas. Isto significa: Excelente arranque a frio: Lubrificantes convencionais contêm uma quantidade diminuta de ceras, as quais retardam o escoamento do óleo a baixas temperaturas. Poderá levar alguns segundos até que o óleo alcance todas as partes móveis do motor, durante este precioso tempo ocorre desgaste. Os lubrificantes sintéticos são isentos de ceras pelo que a sua fluidez a baixas temperaturas é excelente, permitindo uma redução do desgaste no arranque a frio. A Longos intervalos de mudança: Os lubrificantes sintéticos resistem melhor ao processo de envelhecimento dada a sua excelente resistência à oxidação. Por este facto, estes produtos duram mais tempo em serviço, permitindo o alargamento dos períodos de mudança. Isto significa a redução do consumo de óleo, menores custos e a redução da criação de resíduos. Motores limpos: O processo de envelhecimento do óleo poderá causar o aparecimento de lamas e a criação de depósitos no motor. Os lubrificantes sintéticos estão aptos a resistir a estes processos de degradação, mantendo, desta forma, o motor mais limpo.

Qual a função dos aditivos?

Os aditivos conferem aos óleos base as propriedades adequadas à protecção e bom desempenho dos motores. Os melhoramentos efectuados ao longo dos tempos nos óleos de motor minerais têm sido devidos, sobretudo, à crescente sofisticação dos aditivos que são utilizados. Existem três grupos principais de aditivos para óleos de motor: Aditivos de Performance Aditivos que modificam as características do óleo base, conferindo-lhe melhores propriedades lubrificantes. Aditivos de Protecção das Superfícies Aditivos que aumentam a protecção das superfícies metálicas nos motores, reduzindo a corrosão o atrito e o desgaste. Aditivos de Protecção do Lubrificante Aditivos que protegem o próprio óleo em si, prolongando a sua vida útil em serviço. Por exemplo, os aditivos detergentes e dispersantes inibem a formação de lamas e lacas, mantendo as superfícies metálicas limpas e fazendo com que o lubrificante dure mais tempo em serviço, protegendo o motor do desgaste e de possíveis avarias. Os aditivos anti-desgaste aumentam as capacidades de redução do atrito. Os aditivos anti-oxidantes evitam o espessamento do lubrificante, aumentando a sua vida útil.

Qual é a melhor viscosidade?

Deverá em primeiro lugar consultar o manual do equipamento e respeitar a sua recomendação. A temperatura tem uma grande influência na viscosidade do óleo, i.e., com o aumento de temperatura o óleo perde viscosidade (fica mais fino) e a temperaturas baixas torna-se mais viscoso. Assim foram desenvolvidos os lubrificantes multigraduados (10W-40, 15W-40, etc.) de forma a serem utilizados numa gama alargada de temperaturas. Contacte-nos para um melhor aconselhamento.

Que significa a classificação SAE presente nas embalagens (p. Ex. 15w-40)?

Esta numeração está associada às características da viscosidade do lubrificante em condições extremas de temperatura. Por exemplo "15W" é uma medida da fluidez de um lubrificante a baixas temperaturas ( "W" significa Winter, Inverno em Inglês). Assim, quanto mais baixo for o número associado ao "W", melhor o comportamento do lubrificante a baixas temperaturas. Por outro lado "40" representa um grau de viscosidade do lubrificante em operação a alta temperatura (100º C). Quanto mais elevado for este número, maior a viscosidade do óleo e quanto mais baixo for o número, menor a sua viscosidade. A viscosidade de um lubrificante deve ser sempre a menor possível, que garanta uma adequada protecção anti-desgaste.

Que significam as letras SAE?

Esta terminologia aparece frequentemente nas embalagens de lubrificantes, estando relacionada com a “Society of Automotive Engineers”, entidade Americana que criou um processo que classifica os lubrificantes auto segundo as suas características de fluidez a diferentes temperaturas. Estes números são representativos e estão associados a intervalo de viscosidade, de acordo com a tabela de viscosidades SAE J300 para lubrificantes de motor e SAE J306 para lubrificantes de transmissões auto.